Corredor Brasil-Chile beneficia ZFM e dobra comércio, diz ministra

A rota bioceânica reduz custos e acelera exportações entre os países, com impacto direto na Zona Franca de Manaus.

Adrissia Pinheiro

Publicado em: 25/04/2025 às 15:33 | Atualizado em: 25/04/2025 às 15:33

A conclusão do Corredor Bioceânico entre Brasil e Chile, prevista para 2026, pode dobrar o comércio entre os dois países, segundo a ministra do Planejamento, Simone Tebet. A declaração foi feita durante o Fórum Brasil-Chile, realizado nesta quarta-feira (24), em Brasília (DF), com a presença do presidente chileno Gabriel Boric.

Segundo Tebet, a rota facilitará o envio de produtos como carne brasileira e pescados chilenos, reduzindo em até 24% os custos com transporte.

A Zona Franca de Manaus (ZFM), assim como outras áreas industriais e comerciais do país, tende a se beneficiar diretamente da logística mais eficiente.

A Rota Bioceânica de Capricórnio é uma das cinco ligações estratégicas do projeto de Integração Sul-Americana, incluídas no Novo PAC.

Nesse contexto, ela ligará o Oceano Atlântico ao Pacífico por meio de estradas que cruzam o Brasil, Paraguai e Chile.

Indo além do impacto econômico, a rota também deve impulsionar o turismo na região. Por exemplo, o secretário nacional de Infraestrutura do Ministério do Turismo, Carlos Henrique Sobral, afirmou que o corredor ampliará o acesso a destinos como o Pantanal, a Patagônia e os Andes.

Além disso, o projeto completo de integração conta com 190 obras previstas até 2028, incluindo 65 rodovias, 40 hidrovias e outras intervenções em portos, ferrovias e aeroportos. A primeira rota a ser entregue, por sua vez, será a Amazônica, com conclusão esperada para a COP30, em novembro deste ano.

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil